Quando comecei a vender em marketplaces, confesso que fiquei perdido com tantas exigências novas. Havia uma sigla insistente: GTIN. Depois descobri que a maioria falava GTIN EAN, e que os dois nomes andam juntos. E no início, parecia só mais uma burocracia. Mas basta tentar cadastrar um produto novo, principalmente em grandes plataformas como Mercado Livre ou Shopee, para perceber que sem esse código o anúncio simplesmente não aparece para o público certo — ou pior, nem é exibido fora da própria plataforma.
O que é GTIN/EAN e por que todo mundo fala nisso?
O GTIN (Global Trade Item Number) ou EAN é, resumidamente, um número que identifica um produto comercialmente. Ele aparece logo abaixo do código de barras nas embalagens, aquele número grandão, geralmente com 13 dígitos. Aliás, a própria GS1 Brasil explica que esse número pode aparecer com 8, 13 ou até 14 dígitos, mas o padrão mais comum é mesmo o EAN-13 (entenda aqui).
Esse código único merece atenção. Ele faz algo simples, mas poderoso: conecta o produto ao mundo. Quando inserido de forma correta nos marketplaces, o GTIN associa seu item às buscas nos próprios sites e também no Google e outros canais de pesquisa. Não é exagero dizer que, sem GTIN, você praticamente some para boa parte dos clientes.
Sem GTIN, seu produto fica invisível na internet.
Bateu aquela curiosidade de onde vem esse código? No Brasil, quem gerencia é a GS1 Brasil. Pode parecer burocrático, mas a associação garante que o código seja legítimo, reconhecido globalmente e, mais importante, aceito pelas grandes plataformas, como explica a própria GS1 Brasil.
Por que marketplaces exigem GTIN?
A verdade é direta: quem vende em marketplaces sabe que o GTIN virou regra. O Mercado Livre já não permite o cadastro de muitos produtos sem ele. A Shopee, por sua vez, também exige o código em categorias específicas, como eletrônicos e eletrodomésticos, o que deve se expandir para outras áreas com o tempo.
Talvez alguém se pergunte: e se eu insistir em cadastrar um produto sem GTIN? Não acontece nada? Na real, acontece sim — e não é bom. Os anúncios sem esse código normalmente não aparecem em pesquisas externas, como no Google Shopping. Isso é grave porque representa perda de tráfego, menos oportunidades de venda e uma exposição muito limitada.
Outra consequência, pouco comentada, mas real, é que marketplaces investem verba para expor os produtos em diversos canais. Ou seja, pagam para exibir itens até para pessoas que buscariam seu produto fora do site deles, ampliando sua chance de vender. Se o seu anúncio não tem GTIN, não entra nesses espaços patrocinados. Já fiquei sem vendas por semanas porque meus produtos não tinham o código, enquanto concorrentes voavam — só descobri o motivo depois de uma análise rápida no Hunter, plataforma que uso para espiar produtos concorrentes.
Como conseguir o GTIN/EAN de forma prática?
Se você comercializa produtos de grandes marcas, o código EAN já estará impresso abaixo do código de barras — basta digitar nos campos de cadastro. Para produtos próprios, principalmente se você é pequeno fabricante ou distribuidor sem código, existem duas soluções eficazes:
- Associação oficial à GS1 Brasil, que oferece códigos reconhecidos mundialmente. Essa opção envolve uma taxa de associação e emissão anual, e é especialmente necessária para alguns marketplaces, como a Amazon.
- Utilizar o Hunter, que possui um gerador de EAN embutido em sua extensão. Com essa ferramenta, você pode criar códigos EAN durante a criação dos anúncios, economizando tempo e evitando a busca em outros sites.
No dia a dia, marketplaces como Mercado Livre aceitam códigos gerados pelo Hunter, enquanto outros, como a Amazon, podem exigir obrigatoriamente GTIN gerado pela GS1. A recomendação, inclusive da GS1 Brasil, é priorizar sempre o código oficial, quando possível.
Como cadastrar o código GTIN/EAN nos marketplaces
A inserção do GTIN/EAN geralmente acontece no momento do cadastro ou edição do anúncio. Em plataformas como Mercado Livre, o campo específico é facilmente localizado. Basta digitar os 13 números do código exatamente como aparece na embalagem ou na sua planilha.
Agora, imagine que você tem dezenas de produtos para atualizar. Fazer isso manualmente pode se tornar uma maratona improdutiva. A sorte é que praticamente toda grande plataforma permite a atualização em massa via planilha Excel. Abaixo, resumo como costumo fazer:
- Acesse a central de vendedores do marketplace e localize a opção para download da planilha de produtos.
- Abra o arquivo no Excel e localize a coluna referente ao GTIN/EAN.
- Preencha cada linha com o código correspondente ao produto, sem espaços ou traços.
- Salve a planilha e faça upload do arquivo na área indicada pelo marketplace.
Em poucos minutos, vários anúncios atualizados de uma só vez. Ideal para quem gerencia muitos produtos.
Um código, vários marketplaces
Outra dúvida comum é se precisa de um EAN diferente para cada plataforma. Na verdade, não precisa. O mesmo código GTIN/EAN pode ser usado para o mesmo produto, seja ele vendido no Mercado Livre, Shopee, Magalu ou Carrefour Marketplace.
Isso cria uma padronização, e a vantagem é direta: o consumidor encontra aquele produto de maneira única em qualquer lugar — seja buscando pelo Google, navegando em categorias ou usando filtros de comparação. O GTIN não pertence ao marketplace, e sim ao produto. A própria GS1 Brasil confirma que é essa padronização que traz mais confiabilidade às vendas e fortalece a marca.
Exemplos de impacto nos resultados
Já fiz um teste simples com dois anúncios. Um com GTIN, outro sem. O que tinha o código apareceu rapidamente nas pesquisas do Google Shopping. O outro não estava em lugar nenhum. Vale destacar: marketplaces investem pesado para posicionar seus produtos nessas buscas externas, como explica a GS1 em seus materiais.
Outro ponto: se o consumidor pesquisa pelo código EAN direto (muita gente faz isso para comparar preços), só aparecem os anúncios cadastrados corretamente. Produtos sem código ficam para trás. Perder vendas por algo tão simples é frustrante. Essas experiências foram o que me fizeram ir atrás de plataformas como o Hunter, que além de fornecer o painel completo de métricas ainda mostra como estão os cadastros dos seus próprios produtos e da concorrência — já identifiquei várias oportunidades apenas cruzando GTINs diferentes em anúncios similares.
Passo a passo: atualizando vários anúncios de uma vez
O receio de atualizar vários produtos pode ser bloqueio para muita gente. Mas, na prática, é mais simples do que parece. Vou resumir:
- No painel do marketplace, baixe o arquivo Excel com todos os seus anúncios.
- Encontre a coluna do GTIN (às vezes chamada de “EAN” ou “código de barras”).
- Copie e cole o código correspondente para cada produto. Vale usar o código já impresso na caixa ou adquirido da ferramenta apropriada.
- Salve tudo. Volte para área de importação e envie o arquivo atualizado.
- Aguarde a atualização. Não deve demorar mais que alguns minutos.
Se der algo errado, confira se não tem espaço extra ou número faltando. Erros assim atrapalham mesmo. E se sentir dificuldade, algumas plataformas ou parceiros oferecem suporte técnico — como a própria GS1.
Conclusão: GTIN no dia a dia do vendedor digital
Códigos GTIN/EAN podem parecer um obstáculo no início, mas logo se percebe que trazem padronização e aumentam as chances de venda. Produtos cadastrados corretamente têm visibilidade máxima e são encontrados facilmente tanto nas buscas internas quanto externas. O método de atualização em lote por planilha simplifica a tarefa dos vendedores, evita erros e diminui muito a chance de perder vendas por simples falta de informações.
Se você quer impulsionar seu negócio online e monitorar a concorrência, plataformas como o Hunter podem ser grandes parceiras. Acompanhe cada detalhe, encontre oportunidades e mantenha seu cadastro impecável. Não espere seus concorrentes passarem na sua frente — teste, aprimore, e faça seu negócio crescer!
Perguntas frequentes
O que é um GTIN/EAN?
GTIN (Global Trade Item Number) ou EAN é um código numérico que identifica de forma única um produto, geralmente aparece abaixo do código de barras na embalagem. O padrão mais comum é o EAN-13, com 13 dígitos, mas também pode ser formado por 8 ou 14 dígitos, segundo a GS1 Brasil.
Como conseguir um GTIN/EAN?
Para obter um GTIN/EAN, você pode se associar à GS1 Brasil, pagando uma taxa e seguindo o processo de cadastro da organização. Outra alternativa, para vendas em marketplaces nacionais, é usar plataformas que geram códigos EAN válidos para uso local, especialmente para pequenos produtores ou distribuidores.
Para que serve o GTIN em marketplaces?
O GTIN é usado para identificar o produto de forma única nos marketplaces, ampliando a visibilidade nas buscas e permitindo que o anúncio seja exibido em diferentes canais, inclusive no Google Shopping. Sem GTIN, o produto perde exposição e pode não aparecer nas pesquisas externas, diminuindo as chances de venda (leia mais).
GTIN/EAN é obrigatório para vender online?
Na maioria dos grandes marketplaces, sim. O Mercado Livre exige GTIN/EAN para várias categorias, e a Shopee passou a exigir em eletrônicos e eletrodomésticos, tendência que deve se expandir. Outros, como Amazon, pedem que o código seja obtido obrigatoriamente pela GS1. Sem GTIN, produtos são pouco ou nada mostrados em buscas externas, impactando diretamente nas vendas.
Quanto custa um GTIN/EAN no Brasil?
O valor para obter GTIN através da GS1 Brasil envolve taxa de associação e manutenção anual — o preço pode variar conforme o porte da empresa. Em plataformas alternativas, há opções acessíveis com cobrança por cada código emitido, normalmente indicado para quem não vai vender em marketplaces internacionais ou em canais que exijam a GS1 obrigatoriamente.