O universo dos marketplaces no Brasil está passando por uma mudança. Até 2026, competir apenas por preço ou variedade não será suficiente. O consumidor brasileiro, cada vez mais exigente e consciente, já espera experiências sem atrito, personalização, integração entre canais e entregas rápidas. Os grandes players, como Mercado Livre e Amazon, já indicam que o caminho é ser eficiente e relevante em cada etapa da jornada do cliente. Diante desse cenário, reunimos neste artigo nosso olhar profissional sobre as oito grandes tendências que devem redefinir o comércio online em marketplaces, e como quem vende precisa se preparar para vencer nesse novo ambiente.
O futuro dos marketplaces será decidido por experiência, não só por preço.
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TL;DR: as grandes tendências dos marketplaces até 2026
- IA será parte fixa das operações, e não um extra.
- Social commerce e o impulso das redes sociais vão transformar a compra em algo natural, contínuo e influenciado.
- Marketplaces de nicho ganham espaço, oferecendo menos concorrência e mais resultado para quem é especialista.
- Omnicanalidade: integração real entre físico e digital com logística e atendimento ágeis.
- Pagamentos sem atrito dominam e Pix é imbatível na preferência do brasileiro.
- Sustentabilidade passa a ser critério padrão de escolha do consumidor e dos próprios marketplaces.
- Retail media cresce mais que o marketing de busca tradicional dentro das plataformas.
- O mobile se consolida com aplicativos próprios e experiência rápida, confortável e personalizada.
Checklist: o que fazer hoje (15-30 min)
- Reveja se sua operação já capta métricas detalhadas de vendas, custos e taxas (entenda por que análise de dados é o novo padrão).
- Mapeie, nas suas vendas, quanto já depende de tráfego vindo das redes sociais.
- Analise se seu catálogo está em sintonia com tendências de nicho (veja como o catálogo virou diferencial).
- Revise opções de pagamento e tire dúvidas com seu meio de pagamento sobre novas formas como BNPL.
- Cheque experiência e velocidade de compra no mobile, inclusive em marketplaces e na sua loja própria.
O que medir?
- Margem real por venda: Calcule incluindo todas as taxas, custos logísticos, devoluções e descontos.
- Participação das vendas mobile: Compare com dados do KOBE Insight Report para ver se está acima da média nacional.
- Taxa de abandono de carrinho: Alta? Reveja meios de pagamento e experiência mobile.
- Origem do tráfego: Social commerce influencia cada vez mais, monitore conversão via redes sociais.
- Frequência dos pedidos: Apps próprios tendem a aumentar recompra e ticket médio.
Use ferramentas como o Hunter para consolidar e cruzar esses dados de marketplaces, separando o que é venda espontânea, busca paga, orgânica ou de redes sociais.
Erros comuns e como corrigir
- Achar que conhece sua margem e descobrir meses depois taxas ou descontos comendo o lucro real. Correção: Centralize análise de todas as taxas usando integração entre plataformas e backoffice. O Hunter faz esse cruzamento usando custo médio ponderado, puxando taxas ocultas e mostrando seu fechamento real mês a mês.
- Ignorar tendências de mobile e achar que o desktop ainda será o canal principal. Correção: Otimize páginas, anúncios e atendimento para uso via celular e apps. Analise seus dados, compare conversão no mobile com os benchmarks trazidos neste artigo.
- Pouco investimento em social commerce e dependência exclusiva do tráfego interno do marketplace. Correção: Crie conteúdos nas redes, integre canais e estimule avaliações e recomendações.
- Deixar de pesquisar oportunidades e comprar estoque por instinto. Correção: Faça pesquisa real de demanda e concorrentes em tempo real antes de investir em categorias usando ferramentas como Hunter Spy e o guia de oportunidades e nichos.
- Eliminar opções de pagamento por receio de taxas extras ou de fraudes. Correção: Quanto mais opções de pagamento, menor a taxa de abandono, especialmente Pix e BNPL. Reavalie com seu gateway/parceiro ou marketplace.
1. IA: do diferencial ao padrão em marketplaces
A inteligência artificial, que era um plus, já virou praxe nas maiores plataformas. Em nossos diagnósticos diários na Hunter, notamos que IA afeta todas as etapas, do ranqueamento dos anúncios à entrega e atendimento ao cliente.
Amazon e Mercado Livre investem pesado nessas tecnologias, com IA alimentando sistemas de recomendação de produtos, chatbots responsivos e automação de backoffice. No Mercado Livre, IA já decide quem ganha o buy box e quanto cada anúncio aparece na busca, cruzando dados de relevância, preço e histórico de atendimento. O Mercado Ads, por exemplo, traz recursos de segmentação automática baseados em comportamento, o que força sellers a entenderem não só o básico, mas as regras de ranqueamento e qualidade do anúncio.
SEO nasceu como diferencial, mas agora é sobrevivência: anúncios ruins, sem palavra-chave correta, imagens ou histórico, simplesmente somem. E, para quem opera em mais de um marketplace ou sente dificuldade de fechar o mês com dados corretos, ganha quem integra sistemas (como Bling + Hunter) e centraliza a inteligência.

Hunter destaca-se por calcular taxas reais automaticamente, evitar erros frequentes em marketplaces e cruzar oportunidades via IA, resultando em aumento de rentabilidade e ganho de tempo operacional.
2. Social commerce: a compra dentro das redes sociais
O social commerce avança a largos passos no Brasil. O ciclo de compra já começa muito antes do marketplace: é impulsionado por recomendações de amigos, influenciadores e reviews autênticos. Aqui, a confiança tradicional se mistura ao impulso do momento.
Ferramentas como TikTok Shop e o Instagram Shop já transformam visualização em compra sem sair da rede. Segundo o WGSN, o consumidor brasileiro é aberto a experimentar novos canais, em especial quando intermediado por quem confia. E quem movimenta o social são justamente microinfluenciadores, nano reviews e avaliações que pesam mais que publicidade tradicional.
Em marketplaces, esse movimento se amplifica: cada vez mais vendedores conectam catálogos e estoques direto ao Instagram, WhatsApp ou TikTok, trazendo tráfego engajado para seus anúncios e convertendo dentro das plataformas.

Na nossa experiência, sellers que combinam tráfego vindo de social commerce com boas práticas de catálogo têm melhora no ranking, mais recomendações e menor dependência só dos grandes portais.
3. Explosão dos marketplaces de nicho
Antes, operar em marketplaces de nicho era visto como “segundo plano”. Agora, passou a ser a estratégia central de quem mira maior lucratividade, menos concorrência direta e relacionamento mais próximo com o cliente.
Exemplos não faltam: Brinquedo Livre (para brinquedos educativos), Panvel (farmácia e beleza no Sul), Try App (moda segmentada). Nesses ambientes, o custo por clique e a briga de preço são bem menores do que em portais abrangentes, favorecendo sellers especializados.
Além disso, o Mercado Livre tem aumentado a quantidade de “subcategorias”, criando verdadeiros nichos internos. O catálogo agora conta muito mais para ranking, onde só quem faz boa pesquisa de demanda e acompanha os concorrentes tem crescimento constante.

Com Hunter, além de analisar concorrentes por nicho, você pode fazer pesquisa de mercado antes mesmo de comprar ou listar estoque, evitando encalhes e investindo onde há fluxo real de vendas e margem.
4. Omnicanalidade deixou de ser promessa
O consumidor já não entende mais “loja online” como diferente do físico. Ele espera comprar pelo app e buscar na loja, receber em casa ou fazer devoluções presenciais. E, principalmente, quer ser bem atendido em todos os canais usando o dado certo, não importa se começou pelo Instagram, Google ou Mercado Livre.
Práticas como click & collect (compra online, retirada na loja) e ship from store (envio direto do estoque físico local) viraram padrão. O critério de decisão para compra migrou para logísticas mais rápidas, menores custos de frete e informação em tempo real sobre o pedido.
Quem integra estoque e pedidos (usando ferramentas como Hunter integradas ao ERP, por exemplo) consegue sincronizar vendas, evitar ruptura de estoque e garantir experiência fluida.

O Mercado Livre, inclusive, já diferencia no ranking anúncios com logística Full e Flex, além de favorecer vendedores com menor prazo de entrega (entenda como sair na frente no Full e Flex).
Consumidores querem comprar como e onde for mais conveniente. O melhor canal é o que atende mais rápido.
5. Pagamentos sem fricção: Pix, carteiras digitais e o BNPL
O Pix dominou o e-commerce brasileiro. Segundo a OnClick, já são quase 40% dos pagamentos online, ganhando disparado do boleto em agilidade e facilidade. Isso reflete muito nos marketplaces, onde checkout longo e poucas opções de pagamento ainda são causas líderes de abandono de carrinho.
Além do Pix, vemos a ascensão das carteiras digitais (tipo Mercado Pago, Apple Pay, Samsung Pay) e do BNPL (“Compre agora, pague depois”), ideal para quem compra ticket alto e quer parcelamento prático sem juros altos. Segundo o Deloitte, o BNPL já ganha força entre jovens adultos e vai avançar forte até 2026.
Notamos que sellers que aceitam múltiplos meios de pagamento melhoram taxas de conversão e, em média, elevam o ticket médio.

No Hunter, ajudamos nossos clientes a entender quanto cada meio impacta na margem e onde a inadimplência zero aumenta a previsibilidade do caixa.
6. Mais que tendência: sustentabilidade virou requisito
Em 2026, “sustentável” não será mais nicho. Dados do Sebrae e WGSN mostram que a preferência por marcas responsáveis e logística verde já é massiva. O conceito de “durabilidade é o novo luxo” ganhou força, levando compradores, especialmente das gerações Z e Y, a darem prioridade a produtos que declaram origem e impacto ambiental.
Embalagens ecológicas, logística reversa, compensação de carbono e valorização do recommerce (revenda e reciclagem) saíram do discurso e aparecem nos filtros e destaques dos próprios marketplaces.
Os marketplaces, inclusive Mercado Livre, já sinalizam ganhar mais visibilidade quem cumpre requisitos de responsabilidade ambiental, inclusive nos catálogos e nos anúncios.
No Hunter, nossos parceiros conseguem mapear oportunidades e escolher fornecedores que ajudam a se alinhar a essas exigências, dando preferência a estoques e parceiros que já atendem selos verdes.
7. Retail media cresce dentro dos marketplaces
Retail media é a nova era do marketing: são anúncios e promoções dentro da própria experiência de compra do marketplace. Não estamos falando só de banners, mas de promoções personalizadas à medida que o cliente está pronto para decidir.
Em 2024, fontes como a McKinsey apontaram que verba direcionada para retail media já ultrapassa investimento em buscas tradicionais em diversos segmentos. Amazon e Mercado Livre já oferecem redes privadas e dashboards completos para sellers anunciarem. Pela nossa experiência, a capacidade de segmentar no ponto de decisão de compra, usando IA e dados combinados, faz toda diferença na taxa de conversão.

Na Hunter, nossas funções ajudam o seller a analisar se o investimento em retail media trouxe resultado individual por item, e a readequar orçamento em tempo real, evitando desperdício de verba e ajustando a exposição no momento certo.
8. A experiência mobile é a regra do jogo
Segundo o KOBE Insight Report, em novembro de 2025, o mobile commerce brasileiro bateu R$ 316 milhões em GMV, crescendo 258% sobre 2024. Foram 25 milhões de usuários ativos e 72% de todo e-commerce já era mobile em 2024.
O celular não é só o canal dominante: é nele que as maiores taxas de recompra, fidelização e ticket médio ocorrem. Apps próprios oferecem recompra facilitada, comunicação contínua (push) e mais controle sobre experiência e dados do cliente.
No segmento de Moda, conversão mobile chega a 2,5%. Em farmácias, segundo dados do próprio relatório, pode passar de 2,7%, com ticket médio de R$ 252,12.

No Hunter, analisamos vendas e margens por canal, logo damos suporte ao seller para identificar onde investir mais em mobile, onde os resultados estão aquém do esperado, sem achismos nem desperdício.
Conclusão: o futuro é integração, experiência e inteligência
As 8 tendências que vão transformar os marketplaces até 2026 mostram um mercado guiado por experiência, inteligência operacional e equilíbrio entre tecnologia e confiança humana. Crescerão as marcas que não só investirem em automação e novas ferramentas, mas também souberem usar dados para personalizar e cuidar do relacionamento, e que assumirem posição transparente em sustentabilidade e valores.
Quem não conseguir medir o quanto lucra de verdade, identificar taxas cobradas a mais, alinhar catálogo à demanda real e responder rápido ao consumidor tende a perder espaço. Por isso, sugerimos buscar soluções completas e apoio profissional: não é hora de depender apenas do “feeling”, nem de perder tempo em planilhas ou fazer tudo manualmente.
Gostou das tendências? Avalie como sua operação está em relação a cada uma delas. E se quiser dar o próximo passo em vendas e gestão no Mercado Livre ou Shopee, experimente o Hunter Hub: testamos grátis por 7 dias sem compromisso e oferecemos tudo em uma plataforma, de cálculo de lucro à análise de oportunidades e conciliação de taxas.
Perguntas frequentes sobre tendências em marketplaces
O que são tendências em marketplaces?
Tendências em marketplaces são mudanças, comportamentos e tecnologias que direcionam o futuro dessas plataformas, afetando tanto vendedores quanto consumidores. Elas podem envolver tecnologia (como inteligência artificial), mudanças no consumo (como preferência pelo mobile ou compra via redes sociais), métodos de pagamento, logística e até questões sociais, como sustentabilidade. Acompanhar essas tendências é indispensável para continuar competitivo.
Quais mudanças esperar nos marketplaces até 2026?
Até 2026, os marketplaces devem se tornar ainda mais integrados com IA em todas as etapas (busca, logística, atendimento), além de tornarem social commerce e omnicanalidade parte do dia a dia do consumidor. Pagamentos via Pix e carteiras digitais serão maioria, sustentabilidade será exigida pelo próprio marketplace, retail media ganhará mais espaço no marketing, e o mobile será não só o principal canal, mas o ambiente padrão de compra. Mudanças operacionais serão inevitáveis, principalmente no controle do lucro real e na análise de nichos, áreas cobertas por soluções como o Hunter.
Como as tendências impactam vendedores online?
Sellers precisarão ser rápidos para adaptar seu mix de produtos, catálogos e meios de pagamento. Ferramentas avançadas serão necessárias para calcular margens, detectar taxas indevidas e encontrar oportunidades antes da concorrência. Experiência de compra mobile e engajamento em redes sociais passarão a ser centrais. Quem usa plataformas como Hunter tem vantagem ao integrar dados e responder às tendências sem perder produtividade ou margem.
Vale a pena investir em marketplaces futuramente?
Sim, os marketplaces vão seguir crescendo e inovando. O segredo é investir não só listando produtos, mas operando com inteligência, dados e integração multicanal. A concorrência será mais sentida em marketplaces grandes e menos em nichos, por isso a importância de análise estratégica, uso de ferramentas e atenção às tendências.
Quais são os principais desafios dos marketplaces?
Os maiores desafios incluem controlar o lucro real, evitar perdas por taxas ocultas ou incorretas, diferenciar-se da concorrência (especialmente contra grandes sellers), manter experiência mobile competitiva, adaptar catálogos rápido conforme a demanda, e atender critérios ambientais exigidos pelos marketplaces. Contar com plataformas que integram lucro, conciliação de taxas e análise de mercado resolve grande parte desses pontos, como já vimos em quem usa o Hunter.


